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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Um turbilhão dentro de mim...


“Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina – ela repetiu olhando-se bem nos olhos, em frente ao espelho. Ou quando começa: certo susto na boca do estômago. Como o carrinho da montanha-russa, naquele momento lá no alto, justo antes de despencar em direção. Em direção a quê? Depois de subidas e descidas, em direção àquele ponto seco de agora. Restava acender outro cigarro, e foi o que fez”

Caio F.






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Dia internacional do Rock com o Rei do Rock!




........................................ simplesmente PERFEITO!




















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Let it Be...



assista o próximo vídeo...





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o pulo!







"..."






                                                                                                                             ...nada é em vão!





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Barulhento



Parecia ter acordado de um sono profundo, daqueles que não sabemos onde estamos e que paredes são aquelas a nossa volta, sentia um forte desejo não sabia de que, mas era desejo, pois seu coração teimava em bater tão forte e alto que ela sentia-se um tanto envergonhada quando perto de outras pessoas, como se elas pudessem escutar aquela barulheira incessante dentro dela.
Pensou por meio segundo antes de tomar o primeiro gole de seu maior vício. Quente, doce e forte o café pareceu não lhe saciar, o barulhento pulsava ainda mais ansioso.
Foi até o jardim, estava tudo como no dia anterior, suas pimentas ardidas e as flores em um colorido quase carnavalesco, não fosse a doçura que lhe passavam teria as achado escandalosamente sensuais e eróticas naquela manhã.
O barulhento continuava ditando ritmos acelerados, em sons entre Olodum e solos de Neil Peart.Ela tentava não se deixar levar por aquelas batidas enquanto lia pela milésima vez Cem Anos De Solidão, e foi durante a leitura de uma pequena frase que o barulhento aquietou-se “tropeçou de repente com um espaço de lucidez dentro da loucura e tremeu diante da incerteza do futuro”, como se tivesse esperado a manhã inteira por aquela “deixa”.
Como se estivesse dialogando com seu coração, sem se dar conta soltou quase que em euforia:te acalma, eu entendi o que estás querendo me  dizer com todo esse barulho e não te canses de me reivindicar assim aos berros, pois te explico tudo, seu órgão ansioso, também tenho minhas dúvidas sobre o amanhã mas saiba que nunca deixarei de consultar-te, mesmo em meio a toda essa estafante e quase enlouquecedora rotina que a vida real apresenta, sempre te ouvirei primeiro.
O barulhento aquietou-se, como se tivesse sido acariciado e cheio de vaidade continuou a bater em compasso, como se estivesse buscando a perfeição a cada batida.
Ela em meio a um sorriso percebeu que andara dormindo por muitos dias, e que era hora de acordar, por certo um acordar preguiçoso, “devagarzinho”, quase que um espreguiçar...Olhou Cem vezes para o que estava em sua frente:o céu, pimentas , flores escandalosamente coloridas, e a vida ali passando quase desapercebida mas imensamente sábia.Levantando-se da rede preguiçosa, saiu sem rumo e decidiu que aquele era um dia perfeito para aprender mais um pouco, para se especializar em pequenos detalhes da vida.
                                                                                   L.S






delírios de uma noite de inverno...


"Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos."

Caio Fernando Abreu