Que seja doce o nosso encontro virtual e que o Caio continue para sempre em nossos caminhos...
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Srta,Lucy!
”Eu carrego comigo uma caixa mágica onde eu guardo meus tesouros mais bonitos. Tudo aquilo que eu aprendi com a vida, tudo o que eu ganhei com o tempo e que vento nenhum leva (…) O pouco é muito pra mim. O simples é tudo que cabe nos meus dias. Eu vivo de muitas saudades. E quem se arrebenta de tanto existir, vive pra esbanjar sorrisos e flashes de eternidade.”
_CaioFernandoAbreu_
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
vida que é um morango!
Escutei em algum lugar "mudança é a lei da vida", me senti tão acomodada e incomodada que resolvi mudar, ...os móveis de lugar.
É, era o que eu tinha mais a vista para ser mudado.
Comecei com a cama, lugarzinho que eu amo e que me "acomoda" tanto, quando percebi meu quarto era outro quarto, nada familiar, me senti desacomodada e muito incomodada.
Mudei tudo de volta, deixei exatamente como estava antes.
Mudanças são necessárias sim, mas quando está tudo tão deliciosamente aconchegante na vida da gente, o melhor é deixar como está e simplesmente se deliciar a cada riso quase contido de satisfação.
E cantarolar muito e sempre como um eterno aprendiz: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz...".
"Deixa estar que o que for prá ser vigora..."
"Let It Be, Let It Be..."
e a melhor:
"relaxa baby e flui: barquinho na correnteza, Deus dará."
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domingo, 11 de setembro de 2011
Que seja doce!
Suspirei...
'Abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber.'
CAIO Fernando Abreu
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Vinícius de Moraes
Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
Vinícius de Moraes
saber voar...
"Vem, antes que eu me vá, antes que seja tarde demais.
Vem, que eu não tenho ninguém e te quero junto a mim.
Vem, que eu te ensinarei a voar."
Caio F.
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domingo, 4 de setembro de 2011
diabólicamente sã....
Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos.
Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto.
Caio F.
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Quintana..
"(...) até que um dia, por astúcia ou acaso, depois de quase todos os enganos, ela descobriu a porta do labirinto. (...) nada de ir tateando os muros como um cego. Nada de muros. Seus passos tinham - enfim! – a liberdade de traçar seus próprios labirintos."
Mário Quintana
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
apenas o silêncio.
É tempo de meio silêncio,
de boca gelada e suspiro,
de palavra indireta, aviso na esquina.
Tempo de cinco sentidos num só.
(Carlos Drummond de Andrade)
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te desejo amor, sempre amor, mais amor...
Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas.
Uma lembrança boa de você,
Uma vontade de cuidar melhor de mim,
De ser melhor para mim e para os outros.
De não morrer,
De não sufocar,
De continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz,
E então não repetir nenhum comportamento.
Ser novo.
Mesmo que a gente se perca, não importa.
Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro.
Mas que seja bom o que vier,
para você, para mim.
Te escrevo, enfim, me ocorre agora,
porque nem você nem eu somos descartáveis.. . .
E eu acho que é por isso que te escrevo,
para cuidar de ti,
para cuidar de mim
– para não querer,
violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória,
seu coração,
sua cabeça,
como uma sombra escura.
CAIO F.
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...sinto muito...
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Há!
E quem tem Deus no coração sabe
que não há mal que vingue,
nem inveja que maltrate,
nem inimigos.
Por que pra todo mal, há cura.
Caio Fernando Abreu
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só o bem, meu bem.
"Aqui só existe o bem. Se você me deseja o mal, eu te desejo amor."
"Que eu não me perca,
que eu não me fira
que não me firam,
que eu não fira ninguém.
Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor."
caio f.
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Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor."
caio f.
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incontornável...
Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar.
Quando você for ver, passou.
Agora não dá mesmo pra ser feliz.
É impossível...
Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre?
Isso é bobagem.
“É melhor viver do que ser feliz”.
Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara.
Tem que tentar e não conseguir.
Achar que vai dar e ver que não deu.
Querer muito e não alcançar.
Ter e perder.
Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita.
Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida.
A vida é incontornável.
A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai.
Dói, ai, doi demaais.
Mas passa.
Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha?
Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela.
Juro que estou falando a verdade.
Eu não minto.
Vai passar.
Caio F.
Quando você for ver, passou.
Agora não dá mesmo pra ser feliz.
É impossível...
Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre?
Isso é bobagem.
“É melhor viver do que ser feliz”.
Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara.
Tem que tentar e não conseguir.
Achar que vai dar e ver que não deu.
Querer muito e não alcançar.
Ter e perder.
Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita.
Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida.
A vida é incontornável.
A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai.
Dói, ai, doi demaais.
Mas passa.
Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha?
Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela.
Juro que estou falando a verdade.
Eu não minto.
Vai passar.
Caio F.
é difícil, mas não impossível.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Run baby, run...
"Não é saudade, porque para mim a vida é dinâmica e nunca lamento o que se perdeu - mas é sem dúvida uma sensação muito clara de que a vida escorre talvez rápida demais e, a cada momento, tudo se perde."
Caio F.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
É difícil me iludir porque não costumo esperar muito de ninguém.
Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, gente burra e quem não sabe mentir direito.
Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco também.
Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou achando graça, não atendo o telefone se não estou com vontade de conversar.
Caio F. Abreu
e nunca, mas nunca mesmo me traio!
antes sincera do que mal entendida.
Fica a Dica, baby!
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
leve como uma tempestade de verão...
“Não, não ofereço perigo algum: sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro, sou definida e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto do quarto - se tomada com cuidado, verto água límpida sobre as mãos para que se possa refrescar o rosto mas, se tocada por dedos bruscos num segundo me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada."
... CAIO f.
... CAIO f.
mais, muito mais...
Hoje pensei sério: se me perguntassem o que mais desejo na vida, não saberia responder.
Quero tudo.
Caio F.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Amá-la, Amar-se...
Tentava se desvencilhar daquelas cordas pareciam nós de marinheiros, ou seriam nós na sua alma marinheira?
As coisas se complicaram mais quando seus gritos não pareciam ser ouvidos, suas mãos estáticas e pálidas assustavam, e as cordas cada vez mais apertadas, a estrada ia sumindo...
Acordou molhada de suor, suas mãos quentes e os olhos em brasa, sentia uma raiva sem limites, todo seu corpo tremia em ódio pulsante. Interpretação mais inútil aquela: armadilha?
Riu rangendo os dentes, prá que?Por quê?
Tentou dormir de novo, a insônia, velha companheira voltou de mala e cuia, e com toda sua empáfia invadiu o quarto, com aquele risinho cínico no canto da boca olhando para a xícara de chá inútil na cabeceira.
Respirando fundo, deu as boas vindas a sua velha conhecida, aquelas cordas não lhe saiam da cabeça, nós de marinheiro?Alma marinheira?Intrigada tentou escrever no papel tudo que lembrava, insistiu e repensou...
Riu novamente, e sentindo falta da sua alma marinheira percebeu a vida se esvaindo em suas mãos estáticas, sentia falta da estrada, dos gritos de liberdade, das pessoas marinheiras em sua vida, do seu coração apertado a cada volta prá casa, daquele mundo inteiro que a estrada lhe dava a cada novo porto, a cada novo nó desatado.
Sentou-se na cama e resolveu não tomar chá, nem tentar dormir, nem mesmo ler um livro, queria ler e tomar a vida, levantando-se procurou aquela mala antiga no armário, sentiu-se livre quando a encontrou ali, intacta, sem nós, sem cordas, esperando por mais uma estrada em suas vidas.
Desprender-se, desatar-se, repensar-se.
Vestiu seu corpo com a vontade, seus olhos com sua incansável curiosidade e sua alma marinheira ainda cheirando a maresia alegrou-se, seus passos vorazes apressaram-se e a mala pesada de sonhos e buscas virou sua parceira novamente...
Voltou a navegar.
Lu Schwark
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